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Quem sou

Seja bem-vindo(a) ao meu espaço profissional! Sou Gabriela, psicóloga formada com ênfase em psicologia clínica e estudo psicanalítico. Atuo como psicanalista, com atendimentos clínicos presenciais e online, e também em espaços ampliados de cuidado: acompanhamento terapêutico, grupos operativos e oficinas de música. Minha prática é sustentada por três pilares essenciais: Estudo constante, supervisão clínica contínua e a experiência do encontro. Acredito na ética do cuidado, na escuta comprometida e no respeito à subjetividade e à história singular de cada sujeito.

Como funciona a primeira sessão de psicanálise?

 A primeira sessão é um encontro inicial e muito importante. É o momento em que nos conhecemos, e em que você pode contar um pouco do que te trouxe até aqui — seja uma questão específica, um mal-estar mais difuso ou o desejo de se escutar com mais profundidade. Nesse primeiro atendimento, costumo esclarecer alguns pontos fundamentais para o início do processo analítico: Acordos iniciais Conversamos sobre: Frequência das sessões (geralmente semanais, mas pode variar) Valor e forma de pagamento Política de cancelamento Possibilidade de atendimento online ou presencial Esses acordos garantem clareza e responsabilidade mútua na construção do vínculo terapêutico. Sigilo e ética Tudo o que é dito em análise é protegido por sigilo profissional , conforme estabelece o Código de Ética da Psicologia. O espaço analítico é construído para que você possa falar com liberdade, sem julgamentos, e com total respeito à sua singularidade. O processo analítico A psicanálise é...

O que é análise pessoal?

 A análise pessoal é um processo de escuta profunda, em que o sujeito tem a oportunidade de falar de si e se escutar de um modo que, muitas vezes, nunca aconteceu antes. Diferente de conselhos, respostas prontas ou fórmulas de mudança, a análise aposta no tempo da palavra, no silêncio e no surgimento daquilo que, até então, estava encoberto. Na psicanálise, entendemos que o sofrimento psíquico não se resolve com soluções imediatas, mas pode se transformar a partir do momento em que o sujeito começa a construir novos sentidos para sua velha história. É um espaço ético e singular, onde não se trata de adaptar o sujeito ao mundo, mas de permitir que ele se aproxime de quem é, de seus desejos, de suas escolhas possíveis. Na análise, o que parecia repetição sem saída pode ganhar outro contorno. O que antes doía sem nome, pode, aos poucos, ser simbolizado, elaborado, ressignificado. Analisar-se é um ato de coragem e cuidado. É sustentar o compromisso de olhar para si, não para se tornar ...

O que é o Acompanhamento Terapêutico (A.T.) na Psicanálise?

 O A.T. é uma modalidade clínica que acontece fora do setting tradicional do consultório. Ele se dá no território do sujeito — nas ruas, nos espaços públicos, em casa, na escola, no trabalho ou em qualquer lugar onde a vida se dá. Essa prática tem raízes na luta antimanicomial, nascida como resistência à lógica excludente e segregadora dos manicômios. O A.T. aposta na circulação, na liberdade e no fortalecimento de laços sociais, e não na institucionalização ou isolamento. Na psicanálise, entendemos que cada sujeito tem uma forma única de existir, e que a clínica pode (e deve) se reinventar para acolher essa singularidade. O A.T. não busca “normalizar”, mas sustentar um espaço de escuta e presença, mesmo (e principalmente) nos momentos em que a vida psíquica parece mais frágil ou desorganizada. Ocupar os espaços públicos com o sujeito é uma ação ética e política. É sustentar a aposta de que todos têm direito à cidade, à convivência e à construção de um lugar próprio no mundo. Acomp...

Oficina de Música com Fins Terapêuticos

 Mais do que aprender sobre música, essa oficina é um espaço para encontrar-se consigo e com o outro, por meio da escuta, da criação e da expressão. Na clínica, entendemos que a música toca o que às vezes a palavra não alcança. Ela convoca o corpo, a memória, o afeto e o inconsciente — abrindo caminhos para que o sujeito possa expressar algo de sua história, desejos e conflitos de forma simbólica e criativa. As oficinas não têm foco em desempenho ou técnica. Aqui, não é preciso “saber tocar” para participar. O que importa é o gesto, o ritmo, a voz, o silêncio... o que se constrói no encontro. A música como dispositivo terapêutico pode facilitar o acesso à subjetividade, ampliar a capacidade de simbolização e possibilitar novas formas de laço. Trata-se de uma experiência coletiva, onde cada um encontra seu tempo, seu som, seu lugar. Em tempos de tanto ruído, escutar e ser escutado com atenção é, por si só, um gesto terapêutico potente.

Grupos Operativos: o coletivo como espaço de elaboração

 Os grupos operativos são dispositivos clínicos onde o foco não está apenas no indivíduo, mas nas dinâmicas que emergem no coletivo. Criados a partir das contribuições de Pichon-Rivière, esses grupos têm como objetivo favorecer o desenvolvimento de processos de aprendizagem, trocas afetivas e elaboração psíquica através da convivência e da tarefa compartilhada. Conduzidos por uma psicóloga, os grupos operativos não são apenas reuniões de fala — são espaços vivos, onde as relações, conflitos e construções surgem a partir do encontro entre os sujeitos. O grupo funciona como uma espécie de “espelho ampliado”: aquilo que cada um traz reverbera no outro, e o que o grupo produz reafeta cada participante de forma singular. É no coletivo que muitas vezes conseguimos acessar sentidos que, sozinhos, não seriam possíveis. As escutas se cruzam, os afetos se movem, as identificações se formam e, assim, o grupo opera como um campo de elaboração conjunta e subjetivação. Nos grupos operativos, o t...