Grupos Operativos: o coletivo como espaço de elaboração

 Os grupos operativos são dispositivos clínicos onde o foco não está apenas no indivíduo, mas nas dinâmicas que emergem no coletivo. Criados a partir das contribuições de Pichon-Rivière, esses grupos têm como objetivo favorecer o desenvolvimento de processos de aprendizagem, trocas afetivas e elaboração psíquica através da convivência e da tarefa compartilhada.

Conduzidos por uma psicóloga, os grupos operativos não são apenas reuniões de fala — são espaços vivos, onde as relações, conflitos e construções surgem a partir do encontro entre os sujeitos.

O grupo funciona como uma espécie de “espelho ampliado”: aquilo que cada um traz reverbera no outro, e o que o grupo produz reafeta cada participante de forma singular.
É no coletivo que muitas vezes conseguimos acessar sentidos que, sozinhos, não seriam possíveis. As escutas se cruzam, os afetos se movem, as identificações se formam e, assim, o grupo opera como um campo de elaboração conjunta e subjetivação.
Nos grupos operativos, o trabalho clínico acontece na escuta, no vínculo e na construção conjunta de um saber que se produz na experiência.
Mais do que falar sobre si, é poder existir junto com outros — e, nesse movimento, transformar-se.

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